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É hora da revanche


Notícia postada por: Redação - 18-06-2010

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Dentro de alguns meses, vamos eleger nossos representantes para a
Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado, Governo do
Estado e Presidência. É um momento crucial que temos a
cada quatro anos para escolher entre aqueles que chegam com novas
ideias e os que já estão lá, em seus respectivos
cargos, batalhando pelos nossos direitos. Os que não se
incluem nesse nicho devem ser, definitivamente, descartados. Sim,
precisamos responder a altura da maneira com que nos trataram durante
todo este tempo. Demos o nosso voto de confiança, e muitos nos
apunhalaram sem pudor e sem medida. Mas nós vamos provar que o
poder de colocá-los no cargo que almejam está em nossas
mãos.


           
Minhas palavras podem soar com certo tom de rancor, mas creio que o
sentimento seja de maturidade e de perspicácia. Se não
fizermos isso agora, quando faremos? Será a nossa maneira de
salvar a educação. Pesquisa recente da Fundação
Victor Civita revela que apenas 2% dos estudantes do ensino médio
querem ser professores. Esse índice se aproxima de zero quando
incluímos os alunos de maior poder aquisitivo, que estudam em
escolas privadas. Estão acabando com o professor. É
fato! Já me assusto com a idéia de que estejam
pretendendo terceirizar a Educação, como “solução”
para as aberrações que estão fazendo agora.


           
Em diversas edições do nosso jornal, incluindo esta,
publicamos a relação dos deputados que se posicionaram
contra e a favor do professor aposentado. O nosso exercício de
mudança pode começar a partir daí. Não
acreditem no que os meios oficiais sempre divulgam, pois eles
costumam maquiar a verdade; não levem ao pé da letra o
que dizem os grandes meios de comunicação, porque ao
lado do Governo, eles criticaram a nossa greve, tentaram nos
desmoralizar e nos culpam pela má qualidade da Educação.
Não podemos ser carneirinhos que balançam sempre a
cabeça para o pastor. É iminente a necessidade de
repensarmos nossas atitudes e tentarmos, ainda que aos poucos,
recuperar o lugar que é nosso.  




Fonte: Por Zilda Halben Guerra, presidente da Apampesp


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